Família Salesiana

São João Bosco desde logo procurou unir aos seus esforços para a salvação dos jovens um vasto movimento de pessoas, consagradas e leigas. Para tal fundou ainda em vida alguns grupos com um carisma e identidade específicos. Para conhecer em profundidade a atualidade as acompanhar as atividades da Família Salesiana, visite o site oficial.

Filhas de Maria Auxiliadora

Poucos anos depois da fundação da Sociedade de S. Francisco de Sales, Dom Bosco quis proporcionar uma resposta semelhante de educação integral no estilo do sistema preventivo destinada às jovens das camadas populares e mais pobres. Assim a 5 de agosto de 1872 nasce oficialmente o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, fundado por Dom Bosco e por Maria Domingas Mazzarello, Santa italiana originária Mazzarelli de Mornese. Maria Domingas Mazzarello torna-se a primeira superiora. As FMA deverão ser um monumento vivo da devoção a Maria Auxiliadora.
As Filhas de Maria Auxiliadora estão presentes em 92 países, nos cinco continentes. As Salesianas, como também são conhecidas, são mais de 13.500, têm 1.446 comunidades, organizadas em 83 províncias religiosas (estatísticas referentes a 2012). 
Em Portugal trabalham 131 Irmãs e têm obras em Abrantes, Arcozelo, Areosa, Cascais, Estoril, Faro, Paranhos da Beira, Ponte de Vagos, Setúbal, Vendas Novas e Viana do Castelo. A sua ação vai desde a Creche, ao Pré-Escolar, ao 1.º, 2.º e 3.º Ciclo do Ensino Básico, aos Lares, às Atividades de Tempos Livres, à animação paroquial, ao apoio religioso a idosos e doentes e obras sociais.

Salesianos Cooperadores

S. João Bosco pensou, logo desde o início, em associar leigos e religiosos à sua missão juvenil. Trata-se de uma "história" que remonta aos primeiros passos da obra salesiana em 1841, quando Dom Bosco, jovem sacerdote, começou a recolher jovens pobres (MB XI, 84). O que ele, de facto, pretendia, era fundar uma sociedade cujos membros partilhassem o mesmo projeto, uns como membros externos (leigos vivendo no mundo) e outros como membros internos (religiosos consagrados vivendo em comunidade). Depois de muitas tentativas para realizar o projeto inicial, fundou dois ramos distintos: os salesianos consagrados (1859) e a Associação dos Cooperadores Salesianos (1876), aos quais deu um regulamento específico com um título já por si elucidativo: Cooperadores Salesianos, ou seja, um modo prático de fazer o bem na defesa dos bons costumes e ao serviço da sociedade civil.
No dia 9 de maio de 1876, o Papa Pio IX aprova a "União dos Cooperadores Salesianos", com personalidade jurídica autónoma.
O cooperador salesiano responde a uma verdadeira "vocação", aberta a toda e qualquer condição cultural e social. É um verdadeiro salesiano no mundo. Vive a sua fé inspirando-se no projeto apostólico de Dom Bosco e participando na mesma missão juvenil e popular. A sua ação exerce-se sobretudo na família, nas estruturas civis, culturais, sociopolíticas e económicas; nas estruturas eclesiais, enquadradas nas obras dos salesianos e salesianas, e outras sob formas diversas. Através do empenhamento apostólico, o cooperador salesiano procura realizar na sua vida a santidade evangélica.
Em Portugal estão presentes em quase todas as obras dos Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora.

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Antigos Alunos e Antigas Alunas de Dom Bosco

As associações de antigos alunos surgiram espontaneamente. Por ocasião da festa onomástica de Dom Bosco, a 24 de junho de 1870, o antigo aluno Carlos Gastini procurou reunir alguns antigos colegas do primeiro Oratório. Logo a partir de 1874 começaram a organizar-se "convénios anuais" a fim de se encontrarem com Dom Bosco que lhes traçou um importante programa: "Sede cidadãos honrados e bons cristãos".
Em 1908, nasce de entre um grupo de antigas oratorianas de Turim (Via Cottolengo, 33), guiadas pelo bem-aventurado Filipe Rinaldi e por Catarina Arrighi, o grupo das Antigas Alunas tendo em vista a promoção cristã, moral e social da mulher. É esta uma das notas específicas da ação das Antigas Alunas de Maria Auxiliadora.

Os antigos alunos têm no coração a memória de um encontro com S. João Bosco Bosco ou com S. Maria Mazzarello, nas suas casas: um tesouro de valores transmitidos, acolhidos e vividos nas mais variadas situações de vida. Os Antigos Alunos ou Antigas Alunas de uma obra formam as uniões locais, coordenadas pela Federação Nacional e pela Confederação Mundial. A associação procura aprofundar os valores da educação recebida; promover e defender os valores inerentes à pessoa e à família; inserir-se ativamente no mundo cultural, social e político, e nos organismos humanitários; favorecer a educação dos jovens; educar para a solidariedade; e colaborar no âmbito da paróquia. 
Em Portugal estão presentes em quase todas as obras dos Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora.

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Voluntárias de Dom Bosco

Não usam um hábito particular, confundem-se com qualquer outra pessoa, ocupam postos de trabalho em todos os sectores. Não se deixam identificar e, apesar disso, são muitas e extraordinariamente ativas. As Voluntárias de Dom Bosco eram uma realidade inédita até há pouco tempo na Família Salesiana.
Tudo começa pouco antes dos anos 20, quando três jovens do Oratório das Filhas de Maria Auxiliadora em Turim, Valdocco, guiadas pelo padre Filipe Rinaldi, hoje bem-aventurado, resolvem consagrar a sua vida a Deus, ao serviço da Igreja, inserindo-se nas estruturas civis. São Maria Verzotti, Francesca Riccardi, Luigina Carpanera. Estamos a 20 de maio de 1917. Dois anos depois, no dia 26 de outubro de 1919, juntam-se ao pequeno núcleo mais quatro e, todas juntas, fazem voto de castidade. Inicialmente chamam-se Zeladoras de Maria Auxiliadora e, muito mais tarde, no dia 19 de março de 1959, são reconhecidas definitivamente com o título de Voluntárias de Dom Bosco (VDB).
As voluntárias são consagradas, com um único chamamento especial, são consagradas por Deus na profissão dos conselhos evangélicos, mediante os votos de pobreza, castidade e obediência, e estão abertas às mais diversas formas de apostolado no mundo. Não vivem em comunidade, mas um vínculo de profunda comunhão fraterna está no centro da sua união nas estruturas flexíveis do Instituto.
Fiéis ao carisma salesiano, têm como destinatários preferenciais aqueles a quem Dom Bosco foi particularmente chamado: os jovens mais pobres, a camada popular, as vocações e as missões.

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Associação de Maria Auxiliadora

A Associação de Maria Auxiliadora sublinha o valor peculiar da devoção popular mariana como instrumento de evangelização e de promoção das classes populares. Representa um meio de santificação e apostolado e tem como objetivos: viver e difundir a devoção a Maria Auxiliadora segundo o espírito de S. João Bosco, renovar as práticas de piedade popular, rezar pelas vocações, encher a vida quotidiana de atitudes evangélicas e imitar Maria na sua solicitude para como os mais necessitados. 
A Associação de Maria Auxiliadora, fundada por S. João Bosco como instrumento para "promover o culto ao Santíssimo Sacramento e a Maria Auxiliadora dos Cristãos" foi constituída canonicamente no Santuário de Maria Auxiliadora em Turim, em 18 de abril de 1869. Dom Bosco considerou-a "parte integrante da Sociedade Salesiana". Pio IX, com o Breve de 5 de abril de 1870, elevou-a a Arquiconfraria com direito a agregar as associações que surgissem em qualquer parte do mundo com a mesma denominação e finalidade.
A 5 de julho de 1989, "o Reitor-Mor, com o seu Conselho, reconheceu oficialmente que a Associação de Maria Auxiliadora faz parte da Família Salesiana".
Em julho de 1997 foi publicado em Turim o novo regulamento ADMA, posteriormente traduzido em português.

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Comunidade Canção Nova

Presente na realidade quotidiana dos consagrados, o carisma Canção Nova é a resposta às necessidades espirituais dos dias de hoje, envolvendo toda a missão evangelizadora da comunidade, que é o trabalho santificado. Ele norteia não só o modo de vida e a formação espiritual dos seus membros, como também serve de modelo de vida a todo o católico que deseja tornar-se um “homem novo para um mundo novo”. E esta transformação só é possível através do encontro pessoal com Deus, uma experiência profunda do Amor de Deus. 
É missão da Canção Nova usar dos meios de comunicação social para fazer chegar ao lar e ao coração de cada pessoa o Evangelho, possibilitando assim esta experiência amorosa de Deus Pai, que enviou Jesus pela graça do Espírito Santo. 
As comunidades da Canção Nova vivem o “Deus Proverá”, por meio de donativos daqueles que se sentem chamados a abraçar esta missão de evangelizar, comprometendo-se com esta obra de Deus e com o seu crescimento, mantendo-a sem qualquer recurso a publicidade.
O Projeto “Dai-me Almas” é o sustento do Sistema Canção Nova de Comunicação. A Canção Nova não pretende o dinheiro pelo seu valor, mas usa-o com um único fim: possibilitar a conversão do mesmo em ferramentas de comunicação que levem o Evangelho ao berço e coração de cada pessoa. 
Como Dom Bosco, vivem sob o lema “Dai-me Almas e ficai com o resto!”.

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