Boletim Informativo | jul 17, 2018
BOLETIM INFORMATIVO HOJE - Notícias dos Salesianos de Portugal - 17 DE JULHO DE 2018 | N.º 21 - Coordenação: J. Antunes, sdb

SALESIANOS DO PORTO, 14 DE JULHO DE 2018
J. ANTUNES, SDB
Há coincidências dignas de registo.
Umas na vida de cada um. Outras na vida das instituições.
Refiro-me a uma e a outra.
A Profissão Perpétua do Diogo Almeida como salesiano de Dom Bosco, podia ter-se realizado em muitos outros lugares. Mas não. Foi nos Salesianos do Porto. Outrora Colégio dos Órfãos.
Aqui estão as duas coincidências: Profissão Perpétua e Colégio dos Órfãos.
Como profeticamente tem insistido o Papa Francisco, nenhuma vida é para deitar fora; nenhuma vida é descartável.
E o Reitor-Mor, na Carta de convocação do Capítulo Geral 28, afirma: “Qual deverá ser o perfil do Salesiano capaz de responder aos jovens de hoje, a todos os jovens, especialmente os mais pobres e necessitados, os excluídos e os descartados, os mais frágeis e os privados dos direitos fundamentais?”.
Não há maior legado do que o de uma vida feita dom. Quando isso acontece, a vida revela-se no máximo esplendor e na máxima força de oferta. Foi o que o Diogo Almeida fez: entregou sem reservas a sua vida a Deus, para sempre, em favor dos jovens pobres e abandonados como fez S. João Bosco.
Aqui está, todo inteiro, um programa de vida. Para sempre!
INTERNACIONAL
AKE, O TREINADOR E ANTIGO MONGE BUDISTA, QUE TAMBÉM SALVOU AS CRIANÇAS NA GRUTA
CLÁUDIA CARVALHO SILVA, JORNAL PÚBLICO
«Foi num templo dourado na região montanhosa do norte da Tailândia, quando era monge budista, que o treinador Ekkapol Chantawong, agora com 25 anos, aprendeu a manter-se calmo e a dominar a arte de meditar – uma habilidade que lhe viria a ser útil (talvez vital) durante os dez dias em que esteve preso, sem luz e sem comida, com um grupo de crianças numa gruta da Tailândia. [...] Os mergulhadores dizem que o treinador é um dos que está em pior condição física, já que abdicou da pouca comida que traziam consigo para a dar aos rapazes, deixando-lhes também grande parte da água que pingava das estalactites e que os manteve vivos. O treinador ensinou as crianças a meditar e a conservar o máximo de energia possível e os socorristas garantiram desde o primeiro dia em que o grupo foi encontrado que foram os esforços de Ekkapol que fizeram com que todos ficassem vivos. “Vejam o quão calmos eles estão [no vídeo], à espera. Ninguém estava a chorar sequer, é surpreendente”, disse a mãe de uma criança de 11 anos que pertence ao grupo, sem dúvidas de que a presença do treinador foi crucial».
ANOTAR
DO CHAMAMENTO AO AQUI ESTOU…
TESTEMUNHO DE DIOGO ALMEIDA, SDB
«Fui chamado por Deus quando tinha 14/15 anos, porém não era consciente da relevância que teria na minha vida. Quando Deus chama, espera uma resposta, mas esta não tem um timing concreto, a pessoa deve tentar responder ao longo da sua vida. Frequentemente, na oração da manhã, tento responder à seguinte pergunta: Senhor, como posso responder ao teu chamamento? E as respostas não são sempre iguais porque cada dia há desafios diferentes e a superar. Entregar a vida a Deus não é para mim um mérito, simplesmente uma resposta diária a um dom recebido de uma vez para sempre.
O artigo n.º 3 das Constituições Salesianas diz que “a nossa vida de discípulos do Senhor é uma graça do Pai que nos consagrou com o dom do seu Espírito e nos envia como apóstolos dos jovens”. Vejo a vida como um simples e contínuo aprender das experiências e dos estudos realizados até agora, mas com a certeza que será assim toda a minha vida. Tal como os discípulos faziam com Jesus, ouviam do Mestre e viam como Ele realizava prodígios e falava às multidões. Eu como salesiano sou chamado a viver em comunidade para realizar uma missão concreta com os jovens, especialmente os mais desfavorecidos. Estou confiante que o estudo da Teologia em Roma será uma mais-valia para realizar a missão que Jesus me confia cada dia e levar a pessoa de Jesus aos mais pobres e àqueles que nunca O conheceram.
Deus consagrou-me com o seu Espírito, dom gratuito para toda a humanidade, para responder a uma chamada. A minha resposta foi afirmativa e por isso concede-me uma série de dons que coloco à disposição dos jovens. Um dom que Deus me concedeu foi a alegria e vejo que é indispensável para a missão que me foi confiada. Na vida há momentos difíceis que levam à tristeza e ao desânimo, porém eu tento estar alegre porque tenho a certeza de que Deus me quer bem e feliz em todos os momentos. E posso dizer que uma presença alegre no meio dos jovens é revelar o mistério de Cristo (C. 34)».