Primórdios (1894-1910)

Os salesianos entraram em Portugal em 1894, num dos períodos mais críticos da nossa história. A sociedade portuguesa de fins do século XIX era aos olhos de muitos analistas uma sociedade profundamente abalada aos diversos níveis: religioso, social, cultural, económico e político. 
A primeira obra que dirigiram foi o Colégio dos Órfãos de S. Caetano em Braga (1894), seguindo-se as Oficinas de S. José em Lisboa (1896); a Casa de formação de Pinheiro de Cima (Colégio Coração de Jesus) (1897); o Orfanato João Baptista Machado, de Angra do Heroísmo (1903); a Oficina de S. José, de Viana do Castelo (1904); o Orfanato Imaculada Conceição, de Macau (1906); a Escola de Artes e Ofícios, da ilha de Moçambique (1907); dois orfanatos na Índia (Tanjor: 1906 e Meliapor: 1909) e a Oficina de S. José, do Porto (1909).

Interrupção


O desenvolvimento da obra salesiana em Portugal foi bruscamente sufocado pelo golpe revolucionário de 1910, tal como aconteceu a outros institutos religiosos atingidos pelo Decreto-lei de 8 de Outubro.

Seguiu-se um período conturbado em que se assistiu à expulsão dos salesianos estrangeiros, assaltos às casas e intimidações de vária ordem. A situação só veio a regularizar-se a partir de 1920, ano em que reabriram as Oficinas de S. José de Lisboa. O Colégio de S. Caetano de Braga, o Orfanato João Baptista Machado de Angra, a Oficina de S. José de Viana e a Escola de Artes e Ofícios da Ilha de Moçambique não voltaram para as mãos dos salesianos.